É que por enquanto a metarmofose de mim em mim mesma não faz sentido. É uma metamorfose em que eu perco tudo o que tinha, e o que sou. E agora o que sou? Sou: estar de pé diante de um susto. Sou: o que vi. Não entendo e tenho medo de entender, o material do mundo me assusta, com seus planetas e baratas.
sábado, 1 de dezembro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Um dia pensei..
"Um
dia eu tive a impressão de que o amor tinha chegado. Meio súbito, meio
sem jeito, meio calado. E aquele sentimento veio tomando conta feito
nuvem preta no céu em dia de temporal. Começou um vento forte dentro de
mim, uma sensação de inquietude. E minhas noites não foram mais iguais.
Ficava esperando um sinal, uma marca, uma tatuagem. Alguma coisa que me
dissesse que, sim, seria bom e duradouro
.
Eu
queria gritar, pedir socorro, mas a voz não chegava até a boca, não
conseguia emitir nenhum som. Eu queria viver, sentir, saber, conhecer
mais de perto aquilo que não tinha um nome certo, mas que eu queria que
fosse amor. A gente quer que seja amor sempre. Acho que isso acontece
porque a gente quer viver uma coisa bonita, uma coisa que todo mundo
nessa vida diz que vive ou já viveu." segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
"É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando. Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O p...razo. A identida...de. A coerência. O rebolado. Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja. Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na platéia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro. Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente."
Ana Jácomo
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Me encantei. A culpa é minha. Minha e das minhas expectativas. Minha e das minhas lamentáveis escolhas. Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca... Então, com licença, deixe eu e minha culpa em paz.
Eu e meu delicioso perdão por mim mesma. Eu só te peço uma coisa. Para de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe... Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe. Somos todos culpados, se quisermos. Somos todos felizes, se deixarmos.
Eu e meu delicioso perdão por mim mesma. Eu só te peço uma coisa. Para de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe... Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe. Somos todos culpados, se quisermos. Somos todos felizes, se deixarmos.
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