É que por enquanto a metarmofose de mim em mim mesma não faz sentido. É uma metamorfose em que eu perco tudo o que tinha, e o que sou. E agora o que sou? Sou: estar de pé diante de um susto. Sou: o que vi. Não entendo e tenho medo de entender, o material do mundo me assusta, com seus planetas e baratas.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Quando dizemos coisas como 'as pessoas não mudam', deixamos os cientistas loucos. Porque a mudança é literalmente a única constante da ciência. Energia, matéria... Estão sempre mudando. Transformando-se, fundindo-se, crescendo, morrendo. O modo como as pessoas tentam não mudar que não é natural, como queremos que as coisas voltem em vez de as aceitarmos. Como nos prendemos a velhas memórias, em vez de criarmos novas. O modo com insistimos em acreditar, apesar de todas as provas contrárias, de que algo nessa vida é permanente. A mudança é constante, como experimentamos a mudança, depende de nós. Pode parecer a morte, ou uma segunda chance. Se relaxarmos os dedos, nos desapegar, irmos em frente, pode ser adrenalina pura. Como se a qualquer momento tivéssemos uma nova chance. Como se a qualquer momento pudéssemos nascer de novo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário